Parte 2

Mas então eu percebi que a “luz do sol”, foi apenas um relâmpago.

A silhueta, era de uma árvore seca.

E o tempo, ainda estava nublado.

Uma silhueta

Sentado sob a sombra, em um frio dia de inverno, sou surpreendido por uma silhueta.

De imediato me fascino. A distração que me causou, fez eu perceber como a luz do sol estava forte além da linha que o separa do meu abrigo.

Mas será que já está na hora de encarar o sol outra vez?

Não! Ainda é muito cedo. Por mais aconchegante que seja seu calor, o sol já provou que pode me ferir profundamente.

Além disso, eu não estive a procurar por ele em nenhum momento. Já me acostumei com o brilho da lua e o frio das noites.

Mas por que esse frio e estas sombras começam a me incomodar tanto? Eu não sentia meus pés a algum tempo. Mas agora eu os sinto. E eles estão frios.

Percebo então, que a silhueta não passou por mim. Ela ainda continua na minha frente, como se estivesse esperando para que eu pudesse seguir adiante ao seu lado.

Era só isso que eu precisava? Talvez esteja chegando a hora de encarar o sol mais uma vez.

Quando tomo consciência disso, finalmente, a silhueta começa a tomar forma. E o que vejo em minha frente, é uma mão estendida me convidando pra continuar.

Estava o céu nublado todo o tempo ou era apenas eu que não queria olhar pra ele?